Um gramado
uniforme,
bem formado
e bonito
depende de
um
plantio
correto e de
manutenção
freqüente. A
formação da
grama
pode se dar
por placas
irregulares,
tapetes,
mudas
individuais,
plugs ou
sementes.
A formação
do gramado por
meio de
placas ou
tapetes é a
mais
rápida em
relação ao
uso de mudas
e sementes.
O preparo do
solo é de
fundamental
importância,
devendo
constar,
nas grandes
áreas,
aração,
gradagem,
destorroamento,
rastelamento
e
nivelamento.
Em Áreas
pequenas,
uma pequena
limpeza do
solo pode
ser
suficiente.
O plantio de
placas ou
tapetes é
realizado
pela justa
posição
dessas
unidades,
uma a uma;
em seguida,
deve-se
socar as
mesmas e
fazer um
recapeamento
com terra .
A irrigação
deve ser
abundante
após o
plantio e
nos meses
subseqüentes,
até a
completa
formação da
grama.
A grama, em
particular,
representam
quase sempre
de 60 a 80%
da área
ajardinada.
As espécies
de grama, em
geral,
necessitam
de sol pleno
ou meia-luz
para se
desenvolverem
bem.
Combate a
ervas
daninhas
Tem como
objetivo
eliminar as
espécies
invasoras
dos
canteiros ou
mesmo do
gramado.
Podem ser
feitas
manualmente
ou com o
auxílio de
ferramentas
especiais
para o
serviço. Erva -
daninha é
aquela
plantinha
que cresce
onde
normalmente
não
se deseja
tê-la. São
elas que
sempre
competem
pela luz,
água e todos
os
nutrientes
que existem
no solo,
além de
serem
bastante
propicias ao
aparecimento
de doenças e
pragas.
Métodos
para
controle
1. Em grupos
de plantas
cultivadas
muito
próximas, o
melhor
controle das
ervas -
daninhas é
arrancá-las
manualmente.
2. Ervas -
daninhas
anuais devem
ser
retiradas
com auxílio
de uma pá,
eliminando-as.
3. Em
grandes
Áreas, as
ervas -
daninhas
podem ser
eliminadas
mediante uso
de
cultivadores
de tração
animal.
4. Outro
método de
controle de
ervas -
daninhas é o
uso de
herbicidas;
porém esses
devem ser
sempre
utilizados
com o
auxílio de
um
profissional
especializado.
Todas as
variedades
de grama
necessitam
de muita
atenção,
algumas mais
e outras
menos.
Verificar
muito bem o
local onde a
mesma vai
ser
plantada,
verificando
se área é de
sol ou de
sombra pois
algumas
variedades
se adaptam
melhor a
sombra do
que outras.
O solo
também tem
que ser
visto com
muita
atenção,
pois muitas
vezes você
efetua o
plantio em
locais onde
o solo já
está
infestado de
ervas
daninhas e
conseqüentemente
isso afetará
e muito o
futuro do
seu gramado.
Uma
observação
importante é
em relação a
grama
batatais,
essa
variedade é
nativa,
portanto não
isenta de
pragas,
outro fator
que
à diferencia
das outras é
a sua
extração,
ela é
extraída
manualmente
sem auxilio
de máquinas,
conseqüentemente
não existe
medidas
exatas em
suas placas
, por isso
merece uma
atenção bem
grande na
hora que for
efetuar o
seu plantio,
pois ao
final do
plantio a
metragem da
grama pode
ser maior ou
menor do que
a área a ser
plantada. A
manutenção
da mesma
também
merece um
pouco mais
de atenção
pelo seu
crescimento
rápido. Sua
poda é mais
constante do
que em
relação as
outras
gramas.
Dúvidas em
relação a
manutenção e
a escolha da
grama, entre
em
contato
conosco
Um pouco de
Paisagismo
O Início
É difícil
imaginar
como eram os
jardins
antigamente,
sem o
acabamento
de um bom
tapete
verde.
Contam que,
na Idade
Média
usavam-se
pilões para
amassar a
grama e até
ovelhas para
mantê-la
podada,
acredita-se
que foi
assim
impensadamente,
que nos
séculos XIV
e XV foi
feita uma
seleção das
gramíneas
mais
resistentes.
Mais tarde,
os
jardineiros
medievais
descobriram
que o
alfange
podia fazer
esse serviço
de uma
maneira mais
uniforme.
Na
Inglaterra,
em pleno
século XIII,
o cricket
era jogado
nas ruas
perto das
tabernas,
porém em
1541
Henrique
VIII
promulgou
uma lei que
proibia sua
prática em
locais
públicos,
estabelecendo
em multa de
6 xelins e 8
pennies para
os
infratores,
no entanto,
pagando-se
um imposto
de no mínimo
100 libras,
a nobreza
poderia
obter uma
licença para
jogar nos
gramados dos
castelos. Já
o estado
tentava
diminuir a
popularidade
do cricket,
e continuar
por razões
militares
estimulando
a prática da
balestra.
Apesar dos
esforços do
rei, a ata
conseguiu
apenas
estimular o
cultivo de
gramados
melhores,
que aos
poucos foram
substituindo
a camomila e
outras
relvas
rústicas.
Em 1610,
inicia-se o
período da
jardineira
jacobina, e
o paisagista
Francis
Bacon
consegue
gramados bem
podados e
perfeitos a
tal ponto
que mais
tarde
D´Angeville,
seu colega
francês,
reconhece
que em
nenhum outro
lugar da
Europa
poderá ser
atingida uma
qualidade
similar.
Alberto
Magno
escreveu em
1260 uma
obra
titulada De
Vegetabilibus,
e no
capítulo De
plantatione
viridariorum,
aconselhando
a melhor
forma para
se obter um
tapete
verde: “o
local deve
ser limpo
das raízes,
desenterrando-as
e cavoucando
o solo em
profundidade,
imediatamente
molhe a
superfície
com água
fervente
para que as
sementes das
ervas sejam
destruídas e
não possam
germinar...
aí então a
terra pode
ser coberta
com placas
de relva
boa, tirada
do prado,
comprimindo-as
com soquetes
de madeira e
pisoteando-as
respeitosamente;
a erva
crescerá aos
poucos,
delicada
como um
cabelo, até
cobrir a
terra com um
manto fino”.
As
recomendações
de São
Alberto são
importantes,
porque até o
século XVII,
poucas foram
as variantes
no cultivo
de grama.
Com o
descobrimento
de novas
terras,
foram
levadas para
Europa
muitas
gramíneas e
forrações
que os
jardineiros
utilizaram
nas
plantações;
da América
levaram a
Lippia
canascens,
em 1664; o
Ophiopogon
japonicus
(grama
preta) foi
testado em
1784 vindo
do Japão, e
também nesse
mesmo
século, o
velho
continente
começou usar
os
Carpobrutus
(onze horas)
que fora
trazido da
África do
Sul; o
problema foi
que estas e
outras
tantas não
resistiam ao
pisoteio,
servindo
apenas de
enfeite.
Primeiro
Willian Kent
(1685- 1748)
e depois
“capability”
Brown (1716-
1783), dois
paisagistas
formidáveis,
podem ser
considerados
os
principais
responsáveis
por terem
preenchido
com gramados
toda a
Inglaterra.
Kent
desenhava
seus jardins
de maneira
livre,
tentando
sempre um
resultado
bucólico;
Brown,
usando a
topografia
da região,
imprimia em
seus
trabalhos,
onde sempre
aparecem
lagos ou
rios
naturais,
uma sensação
de calma
muito
grande.
Escolha das
variedades
Muitas são
as
alternativas
para forrar
uma área
externa com
um tapete de
grama
natural. Uma
escolha para
a região
praiana é o
Stenotaphrum
secundatum
(Grama Santo
Agostinho)
No entanto,
as gramas de
maior
sucesso
continuam
sendo a
Zoysia
japônica
(Grama
Esmeralda)
de folhas
estreitas e
curtas, que
a
transformam
em uma
variedade
ideal para
jardins
residenciais
e campos de
futebol e a
Axonopus
compressus
(Grama São
Carlos)
perfeita
para áreas
sub-tropicais
e úmidas.
Mas um
problema
atormenta
permanentemente
os leigos e
até mesmo os
profissionais:
que grama
usar em
locais
sombreados,
onde árvores
ou
edificações
impedem a
passagem dos
raios
solares.
Bem, é
importante
ressaltar
que as
gramas só
crescem sob
sol pleno,
ou em
contato com
ele durante
cinco ou
seis horas,
portanto, a
solução é a
utilização
de outras
herbáceas
que vegetam
nessa
situação.
Entre
muitas,
vamos
destacar
algumas cujo
porte baixo
ajudará na
formação de
uma alfombra
verde.
Curiosidades
Grama tem
semente?
Tem, sim. As
sementes da
grama ficam
nas flores
dela, que
são aquelas
hastes em
forma de V
ou T, que
muita gente
na zona
rural adora
arrancar
para
mordiscar o
caule. Nas
pontas
dessas
hastes ficam
as
sementinhas,
que são
carregadas e
polinizadas
com a ajuda
do vento e
das abelhas.
"No Brasil
não temos a
tradição de
usar
sementes
para fazer
gramados.
Por isso, as
sementes que
encontramos
no mercado
são em sua
maioria
importadas",
afirma o
engenheiro
agrônomo
Oswaldo
Barretto de
Carvalho, do
Departamento
de Parques e
Áreas Verdes
de São Paulo
(Depave).
Aqui o
método mais
utilizado
para o
plantio é o
uso de
pedaços de
grama já um
pouco
desenvolvidos,
que podem
ser
encontrados
em forma de
mudas, de
placas de
gramado e
até de
verdadeiros
tapetes com
essa
cobertura
vegetal.
Além das
diferentes
formas de
plantio,
existem mais
de 8 mil
espécies
diferentes
da planta,
sendo as
mais comuns
no Brasil a
esmeralda (Zoysia
japônica) e
a batatais (Paspalum
notatum).
Dentro do
mundo
esportivo,
há outras
duas gramas
que se
destacam: a
bermudas (Cynodon
dactylon),
muito usada
nos campos
de futebol,
e a
perennial
ryegrass (Lolium
perenne),
que forra as
quadras de
tênis do
famoso
torneio de
Wimbledon.
Aliás, o que
mais
impressiona
nas quadras
de tênis é
altura em
que a grama
é podada:
apenas 8
milímetros,
o
equivalente
a um terço
da altura
dos gramados
de futebol.
Novidades
Grama Kikuyu
A Kikuyu
(Pennisetum
clandestinum)
é uma grama
nativa da
região leste
da África e
é utilizada
como gramado
em algumas
regiões do
mundo.
Devido à
textura
médio-grossa,
com rizomas
e estolões
bem
vigorosos,
forma um
gramado
resistente e
denso. Em
contrapartida,
em outros
campos, é
considerada
uma planta
daninha, de
difícil
erradicação
e que
prejudica a
qualidade de
gramados
formados de
grama
Bermuda ou
Zoysia. A
coloração do
Kikuyu é
verde-clara
e ela possui
uma
excelente
tolerância a
seca e
calor. Essa
grama,
quando
cortada bem
baixa,
proporcione
um gramado
denso,
pesado, de
textura
médio-grossa
e com grande
facilidade
de formação
de colchões.
No Brasil, o
Kikuyu não é
comercializado
via
propagação
vegetativa
para uso em
gramados
e as
sementes são
importadas.
Além disso,
dificilmente
observa-se
um gramado
natural só
com grama
Kikuyu, mas
sim com uma
combinação
de gramas
como a São
Carlos,
Batatais ou
mesmo as
Bermudas. O
Kikuyu pode
ser indicado
para
gramados
esportivos
graças à sua
excelente
resistência,
a tolerância
ao pisoteio
e à
capacidade
de
regeneração.
Espécie mais
tolerante a
falta de
água e mais
resistente
ao sol.